Quarta-feira, Novembro 02, 2005
O conotações independentes por ora vai ser um projecto que finda. Os seus autores tinham boa intenção, o blog foi aceite na candidatura para melhor da Europa, mas o tempo também se engana e ninguém tem tempo para este projecto.
Por isso, e apesar do belo do template, o blog retira-se para apreciação interna, para discussão com os co-autores.
até lá : www.convento-da-critica.blogspot.com
Terça-feira, Outubro 25, 2005
TEMA#5
OS JOVENS E O SEXO
O tema para esta semana é os jovens e o sexo. Nada se lhes associa mais do que a sexualidade, para além da cerveja, talvez.
Os anos 60 marcaram a mudança global, as mentalidades adoptaram o sexo como coisa natural, e parte da nossa humanidade.
A mundialização sexual fez crescer a indústria do sexo e a pronografia tornou-se numa das mais rentáveis indústrias.
A juventude tornou-se adepta dos consumos sexuais mas também voz das prudências anti-conceptivas e anti-virais.
O sexo tornou-se banal e sem sentimento. O sexo é feito pelo sexo, e em quantidades abusivas e rotativas, isto é, todos com todos na maior das calmas.
Os jovens cada vez mais cedo iniciam a sua vida sexual o que quer dizer que dentro de pouco tempo, rapazes e raparigas com 16/17 já terão conhecido todos os caprichos do prazer do sexual e terão atingido o cansaço destas práticas. Não serão mais crianças ou adolescentes, antes passarão da infância para o estado adulto, pelo simples acto sexual.
Está documentado que miúdas de 12 anos consomem sexo em quantidades superiores aos seus progenitores com adultos com idade para serem seus pais, isto com o conhecimento, em muitos dos casos, das mães. Vilamoura é o palco das pitas betas à caça dos betos e tios para as iniciarem nos prazeres da carne.
No Brasil casam-se com 2/13 anos e aos 10 já estão grávidas. A música funk que consomem diz "pau no cú de todo o mundo só não esquece no meu", cantado por uma adolescente. É preciso dizer mais?
Os jovens e o sexo? Ou o sexo e a cidade?
João Baptista Ferreira Dias
Segunda-feira, Outubro 24, 2005
DESPORTIVISMOS#14
Isto é Magia? É.
O golo dos "young Portugal" (Nacional 0 - 1 FC Porto) foi um momento de espectáculo, que se explica muito facilmente e sem recurso a muitas palavras. Quaresma, trivela, Hugo Almeida e golo. Mas não posso deixar de assinalar a recorrente falta de cultura futebolística dos comentadores que procuram sempre novos adjectivos para efeitar estes golpes do Quaresma. Será o cruzamento de trivela um 'lançe à Quaresma'? É natural que se diga isto, porque a memórias das pessoas tende sempre a procurar os referentes mais actuais para aquilo que vê no quaotidiano.
Aos poucos, estes comentadores já vão dizendo (com muito esforço) que havia o Drulovic a fazer o mesmo quando estava no Porto, e a lembrar e bem que António Oliveira também recorria à trivela para desmontar as defesas contrárias. Mas claro, que o que fica bem dizer é que este é um centro à Quaresma, um golo à Quaresma e que vai ficar nos compêndios do futebol. Será apenas mais um e não "O" executante exclusivo, é preciso lembrar.
O futebol precisa destes centros, destes remates e destes golos, porque fogem à normalidade e tornam o jogo mais imprevisível. Os adeptos festejam com mais força, porque é um lançe que foge à regra, é bonito esteticamente e dá resultado. O Diego fez, no ano passado alguns passes de 'letra', o McCarthy usa muitas vezes o calcanhar para fintar e para se desembaraçar dos defesas. Isto é magia? É.
Voltando ao jogo, e para finalizar: Adriaanse reparou, ainda muito tempo, que a defesa que dá melhores garantias é aquela que jogou nos dois últimos jogos. Marek Cech continua confiante, mas deixou desguarnecido o seu flanco por duas vezes, e nessas duas vezes o Nacional podia ter marcado dois golos. Uma nota final para o cansaço de Jorginho e para a segurança de Paulo Assunção. Hugo Almeida e McCarthy precisam de mais entrosamento e podem tornar-se numa dupla mortífera, se a escolha de Co continuar a recair sobre os dois.
UPDATE - 29 Out/12:32 -> O passe de letra não tem nada a ver, nem nunca teve com a trivela. O passe de letra é chutar a bola, por exemplo, com o pé esquerdo fazendo passar a perna esquerda por trás da direita (as pernas fica cruzadas). O Jardel usava muito este passe, o Diego usou a letra para desmarcar o McCarthy num jogo frente ao Belenenses, no ano passado. Este ano, o Marco Aurélio (GR do mesmo Belenenses) usou a letra para aliviar a bola da sua grande área no jogo contra o FCP, no Dragão. Como vês, apre, devias saber muito bem o que é o passe de letra...se tivesses com mais atenção aos jogos do teu clube.
Passe de letra:
http://img483.imageshack.us/img483/4038/diego26tn.gif
O golo dos "young Portugal" (Nacional 0 - 1 FC Porto) foi um momento de espectáculo, que se explica muito facilmente e sem recurso a muitas palavras. Quaresma, trivela, Hugo Almeida e golo. Mas não posso deixar de assinalar a recorrente falta de cultura futebolística dos comentadores que procuram sempre novos adjectivos para efeitar estes golpes do Quaresma. Será o cruzamento de trivela um 'lançe à Quaresma'? É natural que se diga isto, porque a memórias das pessoas tende sempre a procurar os referentes mais actuais para aquilo que vê no quaotidiano.
Aos poucos, estes comentadores já vão dizendo (com muito esforço) que havia o Drulovic a fazer o mesmo quando estava no Porto, e a lembrar e bem que António Oliveira também recorria à trivela para desmontar as defesas contrárias. Mas claro, que o que fica bem dizer é que este é um centro à Quaresma, um golo à Quaresma e que vai ficar nos compêndios do futebol. Será apenas mais um e não "O" executante exclusivo, é preciso lembrar.
O futebol precisa destes centros, destes remates e destes golos, porque fogem à normalidade e tornam o jogo mais imprevisível. Os adeptos festejam com mais força, porque é um lançe que foge à regra, é bonito esteticamente e dá resultado. O Diego fez, no ano passado alguns passes de 'letra', o McCarthy usa muitas vezes o calcanhar para fintar e para se desembaraçar dos defesas. Isto é magia? É.
Voltando ao jogo, e para finalizar: Adriaanse reparou, ainda muito tempo, que a defesa que dá melhores garantias é aquela que jogou nos dois últimos jogos. Marek Cech continua confiante, mas deixou desguarnecido o seu flanco por duas vezes, e nessas duas vezes o Nacional podia ter marcado dois golos. Uma nota final para o cansaço de Jorginho e para a segurança de Paulo Assunção. Hugo Almeida e McCarthy precisam de mais entrosamento e podem tornar-se numa dupla mortífera, se a escolha de Co continuar a recair sobre os dois.
UPDATE - 29 Out/12:32 -> O passe de letra não tem nada a ver, nem nunca teve com a trivela. O passe de letra é chutar a bola, por exemplo, com o pé esquerdo fazendo passar a perna esquerda por trás da direita (as pernas fica cruzadas). O Jardel usava muito este passe, o Diego usou a letra para desmarcar o McCarthy num jogo frente ao Belenenses, no ano passado. Este ano, o Marco Aurélio (GR do mesmo Belenenses) usou a letra para aliviar a bola da sua grande área no jogo contra o FCP, no Dragão. Como vês, apre, devias saber muito bem o que é o passe de letra...se tivesses com mais atenção aos jogos do teu clube.
Passe de letra:
http://img483.imageshack.us/img483/4038/diego26tn.gif
DESPORTIVISMOS#13
Uma Quaresma para o ano inteiro
O FCP deslocou-se à Choupana para defrontar a equipa acima na tabela. Os adeptos azuis estavam mais confiantes depois da vitória frente ao Inter de Figo e davam mais um tempo a CO Adriaanse, que seguiu à risca o mote "equipa que ganha não se mexe".
O FCP entrou bem, dominador e ofensivo, rápido e com vontade. A defesa continuou a ser um problema agora menos grave, ainda bem.
Quaresma voltou a ser decisivo não só pelas arrancadas e diagonais como pela assistência fenomenal para Hugo Almeida fazer o golo da vitória num forte cabeçeamento aos 54 mn.
Vamos ver os próximos jogos.
João Baptista Ferreira Dias
Sábado, Outubro 22, 2005
LITERATURAS#2
Autor: José Eduardo Agualusa
Editor: Dom Quixote
Ano da edição: 2003
Número de páginas: 151
Mais um livro que aqui fica como recomendação, desta vez para quem não tem hábito de ler, e se farta a meio do livro. Este é composto por 18 contos: Catálogo de sombras; A casa secreta; O homem da luz; Discurso sobre o fulgor da língua; A bigger splash; O corpo no cabide; Rita cantava uma canção redonda; O rei do parque; Deus passou por aqui; Se nada mais der certo leia Clarice; Felizmente chovia; O homem que parecia um domingo; O uivo amarelo dos girassóis; Falsas recordações felizes; Bom repouso; Uma silhueta ardendo ao crepúsculo; A vida escrita; Ùltimos momentos;
Para dizer a verdade ainda não os li todos. Soube da existência deste livro porque na escola foram-me propostos vários livros, e na biblioteca mais próxima encontrei este. O primeiro conto que li foi o "O corpo no cabide" : "Ás vezes gostaria de poder despir este corpo. Despia-o e pendurava-o num cabide, no armario, ao lado dos vestidos que nunca mais voltarei a usar. Cuidaria dele nos domingos de chuva, de manhã, quando me afligissem as saudades destes dias. Ou talvez, simplesmente, o esquecesse. Farias amor com a minha alma nua?" - Adorei =)
Mais tarde li o "Falsas recordações felizes" : "Mais valem falsas recordações felizes, do que lembranças autêntidas e desgraçadas"
Vera Queirós
LITERATURAS#1
Titulo: Noites BrancasAutor: Fiódor Dostoiévski
Gostaria de recomendar "Noites Brancas", muito bonito. Le-se muito bem, gostei bastante.
È um livro pequenino que nos fala da paixão de um jovem por Nastenka (uma jovem que encontrara numa noite). È uma historia deprimente, dividida em quatro noites.
Para que possam ler este brilhante livro, deixo-vos um site que encontrei: Noites Brancas
Sexta-feira, Outubro 21, 2005
CULTURALIDADES#7

Classificar o século XX todo?
O último acto do presidente do IPPAR foi seleccionar 40 edifícios do século XX, e colocá-los em processo de "em vias de classificação".
O processo é no mínimo duvidoso. Classificar 40 edifícios como imóveis é colocar o século XX como um século acima dos outros, sobrevalorizar o período histórico passado, sobre todos os outros períodos da história.
Se se começar a classificar todo o património do século passado o mais provável é que as zonas de protecção automática (de 50 metros) se toquem, o que quer dizer que estar-se-ia nos casos da Inglaterra e Escócia, países interessados na preservação no património arquitectónico, a classificar todo um país. Além do mais todo este processo é uma banalização do acto de classificação.
Qual o futuro? Classificar todos os bairros típicos de Lisboa?
Se sim, que noção sobra de património?
João Baptista Ferreira Dias
DESPORTIVISMOS#12
O Porto - Inter
Adriaanse abriu os olhos e ainda bem para o Porto. Para quem dizia que não alterava o estilo de jogo em nenhuma circunstância, o holandês mudou rapidamente de ideias e lembrou-se de que "com equipas italianas não podemos jogar constantemente ao ataque". É muito bem dito. Nada melhor por isso de que apostar num 4x2x4. Não sei se estão a ver a ideia.
Chamou-se Pedro Emanuel e Pepe para o eixo de defesa (boa solução) e trancou-se as laterais com Marek Cech e o estúpido do Bosingwa. Sinceramente o Bosingwa é um jogador estúpido. Basta ser monobrow. Só um jogador assim se pode lembrar de fintar três italianos na zona defensiva, em vez de pontapear logo a bola para a frente. É o Bosingwa, pronto.
No meio campo, dois jogadores com fato-macaco - Lucho e Paulo Assunção para Cambiasso, Pizarro e Véron. Quaresma e Jorginho fechavam os flancos e reforçavam as laterais, impedindo o contra-golpe milanês por aqueles lados. Acho que isso chegou a acontecer cerca de uma vez durante o jogo todo.
Na frente, dois pontas de lança. Hugo Almeida e McCarthy foram de uma grande utilidade a moer a muralha adversária. Afinal, esta água mole fez dois furos na defesa do Inter. Sim, porque se o primeiro foi auto-golo, em muito se deveu à dupla de ponta de lanças que atrapallhou o filho de um antigo treinador do Sporting.
E sim, o Inter teve falta de sorte, a mesma que faltou ao FC Porto nos dois jogos anteriores. Pelo menos há duas ocasiões escandalosas em que os nerazzuri desperdiçam golos feitos. Uma por Figo (cabeçada ao poste) e outra por Cambiasso (canto e remate para fora com a baliza aberta).
Resta então dizer que o FC Porto teve uma vitória feliz e muito bem conseguida, perante um Inter muito perdulário. Co Adriaanse revolucionou, mudou, arriscou e deu-se bem.
Para finalizar, saliento a boa exibição de Cech (teve Figo pela frente e só o vi duas vezes), a excelente técnica de Paulo Assunção e a má actuação do árbitro (devia ter expulso Córdoba na primeira parte e Cruz na segunda).
Adriaanse abriu os olhos e ainda bem para o Porto. Para quem dizia que não alterava o estilo de jogo em nenhuma circunstância, o holandês mudou rapidamente de ideias e lembrou-se de que "com equipas italianas não podemos jogar constantemente ao ataque". É muito bem dito. Nada melhor por isso de que apostar num 4x2x4. Não sei se estão a ver a ideia.
Chamou-se Pedro Emanuel e Pepe para o eixo de defesa (boa solução) e trancou-se as laterais com Marek Cech e o estúpido do Bosingwa. Sinceramente o Bosingwa é um jogador estúpido. Basta ser monobrow. Só um jogador assim se pode lembrar de fintar três italianos na zona defensiva, em vez de pontapear logo a bola para a frente. É o Bosingwa, pronto.
No meio campo, dois jogadores com fato-macaco - Lucho e Paulo Assunção para Cambiasso, Pizarro e Véron. Quaresma e Jorginho fechavam os flancos e reforçavam as laterais, impedindo o contra-golpe milanês por aqueles lados. Acho que isso chegou a acontecer cerca de uma vez durante o jogo todo.
Na frente, dois pontas de lança. Hugo Almeida e McCarthy foram de uma grande utilidade a moer a muralha adversária. Afinal, esta água mole fez dois furos na defesa do Inter. Sim, porque se o primeiro foi auto-golo, em muito se deveu à dupla de ponta de lanças que atrapallhou o filho de um antigo treinador do Sporting.
E sim, o Inter teve falta de sorte, a mesma que faltou ao FC Porto nos dois jogos anteriores. Pelo menos há duas ocasiões escandalosas em que os nerazzuri desperdiçam golos feitos. Uma por Figo (cabeçada ao poste) e outra por Cambiasso (canto e remate para fora com a baliza aberta).
Resta então dizer que o FC Porto teve uma vitória feliz e muito bem conseguida, perante um Inter muito perdulário. Co Adriaanse revolucionou, mudou, arriscou e deu-se bem.
Para finalizar, saliento a boa exibição de Cech (teve Figo pela frente e só o vi duas vezes), a excelente técnica de Paulo Assunção e a má actuação do árbitro (devia ter expulso Córdoba na primeira parte e Cruz na segunda).
Quinta-feira, Outubro 20, 2005
POLÍTICA INTERNACIONAL#3
Turquia e a adesão à UE
Um acertado erro
A entrada da Turquia na União Europeia tem gerado conflitos e debates, opiniões cruzadas, conferências e acima de tudo uma boa dose de polémica.
Analisemos a realidade turca. Geograficamente é um país mais a oriente que a ocidente, vizinho do Iraque com quem a América está em desentendimento digamos assim. Embora possuindo um regime laico a Turquia é um país muçulmano, e embora a religião só por si, enquanto manifestação cultural, nada implique, as práticas correntes contradizem muitos dos pressupostos da UE.
O primeiro-ministro Erdogan passou a “batata quente” claramente para o lado do da UE afirmando “A União Europeia deve agora decidir se quer tornar-se um actor global na cena internacional ou ser apenas um clube cristão”.
Esta afirmação cria um imbróglio ocidental e europeu. O mundo ocidental é visto como um mundo católico, alheio aos problemas externos aos seus próprios. Mas na realidade, por muitos defeitos políticos que o ocidente tenha, é o melhor dos mundos num mundo cada vez pior. Aliás, a EU não tem de provar que não é uma organização não-racista. É palco dos mais diversos programas para o desenvolvimento humano, para o combate à fome. Programas como o PNUD, Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que visam essencialmente afectar países subdesenvolvidos, muitos deles países muçulmanos. Além disso, e mais pragmático que isso, são inúmeros os imigrantes muçulmanos que cruzam fronteiras e se vêm fixar em países ocidentais. As suas comunidades crescem velozmente, em especial em França, Suiça e Portugal.
No entanto o mais sério problema da Turquia, ou qualquer país do mundo muçulmano, o mais claro entrave à sua inclusão no mundo ocidental (não digo católico, mas ocidental) é a tipologia político-cultural que gere os processos internos, nos quais os direitos humanos têm um papel de destaque. O tratamento de exclusão dado às mulheres choca gritantemente com os objectivos traçados pelas organizações mundiais, como a equidade de género, o acesso universal ao voto, melhoria de condições de saúde, acesso ao ensino, etc.
Outra situação que não é referida e que é determinante neste processo é o extermínio arménio faz 90 anos e os 30 mil curdos mortos nos últimos 20 anos. É claro todo um processo de limpeza étnica que choca com os direitos humanos previstos no ocidente. A Turquia saída do Império Otomano é verdadeiramente um “clube muçulmano” usando a terminologia do seu PM.
Aceitar um país desta natureza no seio da UE é meio caminho para aceitar o Afeganistão ou o Iraque, ressalvando apenas distribuições geográficas.
Quando em 1987 foi rejeitado o pedido turco de adesão, o PM de então, Turgut Ozal, disse que a verdadeira razão da negação era o facto de “sermos muçulmanos e eles cristãos”. Mas será isso verdade? Em Inglaterra, França, Holanda, comunidades muçulmanos exercem pressões, portanto, a razão maior da recusa é a clara discrepância de valores entre os dois mundos.
A questão mais importante é: será a Turquia um país europeu?
O legado de Ataturk não está claro. A Turquia é um país profundamente religioso, com práticas e condutas regidas pela lei de fé, um país que prevê sérias penas por crimes de honra, um país de penalidades face às mulheres. Um país em nada ocidental.
A adesão da Turquia é um erro. Ninguém irá optar sair do seu país para a Turquia, mas é certo que seremos invadidos por turcos. Um problema recorrente na Alemanha, que muitos conflitos tem gerado.
Com tamanha circulação de imigrantes não estaremos nós a um pequeno passo de um neoNacional-Socialismo?
João Baptista Ferreira Dias
Um acertado erro
A entrada da Turquia na União Europeia tem gerado conflitos e debates, opiniões cruzadas, conferências e acima de tudo uma boa dose de polémica.
Analisemos a realidade turca. Geograficamente é um país mais a oriente que a ocidente, vizinho do Iraque com quem a América está em desentendimento digamos assim. Embora possuindo um regime laico a Turquia é um país muçulmano, e embora a religião só por si, enquanto manifestação cultural, nada implique, as práticas correntes contradizem muitos dos pressupostos da UE.
O primeiro-ministro Erdogan passou a “batata quente” claramente para o lado do da UE afirmando “A União Europeia deve agora decidir se quer tornar-se um actor global na cena internacional ou ser apenas um clube cristão”.
Esta afirmação cria um imbróglio ocidental e europeu. O mundo ocidental é visto como um mundo católico, alheio aos problemas externos aos seus próprios. Mas na realidade, por muitos defeitos políticos que o ocidente tenha, é o melhor dos mundos num mundo cada vez pior. Aliás, a EU não tem de provar que não é uma organização não-racista. É palco dos mais diversos programas para o desenvolvimento humano, para o combate à fome. Programas como o PNUD, Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que visam essencialmente afectar países subdesenvolvidos, muitos deles países muçulmanos. Além disso, e mais pragmático que isso, são inúmeros os imigrantes muçulmanos que cruzam fronteiras e se vêm fixar em países ocidentais. As suas comunidades crescem velozmente, em especial em França, Suiça e Portugal.
No entanto o mais sério problema da Turquia, ou qualquer país do mundo muçulmano, o mais claro entrave à sua inclusão no mundo ocidental (não digo católico, mas ocidental) é a tipologia político-cultural que gere os processos internos, nos quais os direitos humanos têm um papel de destaque. O tratamento de exclusão dado às mulheres choca gritantemente com os objectivos traçados pelas organizações mundiais, como a equidade de género, o acesso universal ao voto, melhoria de condições de saúde, acesso ao ensino, etc.
Outra situação que não é referida e que é determinante neste processo é o extermínio arménio faz 90 anos e os 30 mil curdos mortos nos últimos 20 anos. É claro todo um processo de limpeza étnica que choca com os direitos humanos previstos no ocidente. A Turquia saída do Império Otomano é verdadeiramente um “clube muçulmano” usando a terminologia do seu PM.
Aceitar um país desta natureza no seio da UE é meio caminho para aceitar o Afeganistão ou o Iraque, ressalvando apenas distribuições geográficas.
Quando em 1987 foi rejeitado o pedido turco de adesão, o PM de então, Turgut Ozal, disse que a verdadeira razão da negação era o facto de “sermos muçulmanos e eles cristãos”. Mas será isso verdade? Em Inglaterra, França, Holanda, comunidades muçulmanos exercem pressões, portanto, a razão maior da recusa é a clara discrepância de valores entre os dois mundos.
A questão mais importante é: será a Turquia um país europeu?
O legado de Ataturk não está claro. A Turquia é um país profundamente religioso, com práticas e condutas regidas pela lei de fé, um país que prevê sérias penas por crimes de honra, um país de penalidades face às mulheres. Um país em nada ocidental.
A adesão da Turquia é um erro. Ninguém irá optar sair do seu país para a Turquia, mas é certo que seremos invadidos por turcos. Um problema recorrente na Alemanha, que muitos conflitos tem gerado.
Com tamanha circulação de imigrantes não estaremos nós a um pequeno passo de um neoNacional-Socialismo?
João Baptista Ferreira Dias
Quarta-feira, Outubro 19, 2005
|POLÍTICAS INTERNAS#6
NOVAS DESILUSÕES GOVERNATIVAS
O governo que prometeu mundos e fundos, que despertou a esperança numa nação faminta de mudanças, é hoje o alvo-mor dos nossos descontentamentos.O governo do Engº Socrátes surgiu como que a dobrar o Cabo das Tormentas, e no entanto foi um ar que se lhe deu. As desilusões foram mais que muitas e o povo recorreu às urnas para mostrar o seu descontentamento votando na oposição directa, elegendo o PSD, e relançando a CDU.
Agora anunciam-se novas tempestades para 2006, aumento dos impostos, do preço dos combustíveis e do tabaco. O ano novo ainda não deu sinais de si e já espero pelo seu terminus. Vai aumentar o número de desemprego involuntário e muito provavelmente friccional.
Esperam-se medidas de um governo que só soube vender promessas a custos impensáveis. São necessárias medidas sociais que afectem os cidadãos mais do que os imigrantes, são necessárias medidas microeconómicas por parte da UE, senão arriscamo-nos, nós portugueses e europeus, a sermos uma minoria discriminada, face ao aumento de imigrantes.
O governo pretende facilitar o processo de legalização o que tornará Portugal um país bem mais inseguro (87% do crime é feito por imigrantes), e inadequado para os portugueses. Cada dia novos imigrantes cruzam as nossas fronteiras trazendo mão-de-obra barata, aumentando o desemprego de cidadãos nacionais, aumentando a incerteza, desfigurando a identidade nacional.
Depois oferece-se casas a estes imigrantes melhores do que aquelas em que os portugueses vivem. O mais certo é necessitarmos, dentro em breve, de medidas de apoio a portugueses, medidas sociais.
Venham de lá medidas concretas e coerentes. Venha de lá a promoção da indústria europeia e da cidadania própria.
João Baptista Ferreira Dias
CULTURALIDADES#6
HAROLD PINTER
O ingles Harold Pinter é desde quinta-feira o novo Nobel da Literatura.
Pinter é um dramaturgo de 75 anos que escreveu varias peças de sucesso e recebeu o Nobel numa altura em que anunciara que já nao ia escrever mais nada.
Foi doce a reforma do senhor Pinter
Parabéns
PS: Pinter é o nome artístico quem vem do portugues Pinto
Pinter é um dramaturgo de 75 anos que escreveu varias peças de sucesso e recebeu o Nobel numa altura em que anunciara que já nao ia escrever mais nada.
Foi doce a reforma do senhor Pinter
Parabéns
PS: Pinter é o nome artístico quem vem do portugues Pinto
Francisco Reis
DESPORTIVISMOS#11
FCPORTO RECEBE INTER
O Porto recebe hoje o poderoso Inter de Milão para mais uma jornada da Liga dos Campeões.
O Porto, em casa espera poder redimir-se da derrota com o Benfica mas o Inter vem de uma estrondosa vitória por 5-0 ao Livorno.
As equipas deverão alinhar da seguinte forma:
FCP
Vítor Baía
Bosingwa
R. Costa
P. Emanuel
C. Peixoto
Ibson
Diego
Lucho
Quaresma
McCarthy
Jorginho
Inter
Toldo
Córdoba
Samuel
Materazzi
Favalli
Figo
Cambiasso
Véron
Pizarro
Adriano
Martins
Bom jogo Porto e bom jogo Figo
O Porto, em casa espera poder redimir-se da derrota com o Benfica mas o Inter vem de uma estrondosa vitória por 5-0 ao Livorno.
As equipas deverão alinhar da seguinte forma:
FCP
Vítor Baía
Bosingwa
R. Costa
P. Emanuel
C. Peixoto
Ibson
Diego
Lucho
Quaresma
McCarthy
Jorginho
Inter
Toldo
Córdoba
Samuel
Materazzi
Favalli
Figo
Cambiasso
Véron
Pizarro
Adriano
Martins
Bom jogo Porto e bom jogo Figo
Francisco Reis
AGENDA INTERNACIONAL#1 de Francisco Reis
SADDAM COMEÇA A SER JULGADO HOJE
O antigo ditador iraquiano Saddam Hussein começa hoje a ser julgado em Bagdad e pode ser condenado a morte.
Entre outras coisas Saddam tera morto 143 pessoas e sequestrado 399 familias.
Justiça!
Entre outras coisas Saddam tera morto 143 pessoas e sequestrado 399 familias.
Justiça!
Francisco Reis
DESPORTIVISMOS#10

O senhor José Peseiro demitiu-se do seu já frágil cargo de treinador do Sporting.
Ontem em conferencia com o presidente Dias da Cunha Peseiro falou ao coração dos leoes e, quem não sentiu pelo menos pena quando Peseiro falou emocionado do sofrimento da família no estádio quando ele era insultado? Eu senti pena, senti que é um bom homem e até um sportinguista sincero mas, senti e sinto que não é treinador para uma equipa de primeira linha como se quer que seja o Sporting.
Peseiro levou o Sporting á final da Taça Uefa e tem mérito mas não pode viver á sombra disso, até porque só a não ganhou por sua clara falta de coragem e lentidão em agir.
Peseiro já vai tarde e não deixa saudades.
Que dizer mais de um treinador que ve lençois brancos enquanto outros apenas vem lenços?
Francisco Chaveiro Reis
